Foto: Jean Pimentel (Arquivo Diário)
Goico representou as cores do Alvirrubro no Beira-Rio em 2009

O duelo entre Inter-SM e Inter de Porto Alegre no Beira-Rio, marcado para as 19h desta quarta-feira (21), representa mais do que o encontro entre times homônimos. A partida é tida como a mais aguardada do ano para a torcida alvirrubra, que reencontra o rival da capital após 17 anos.
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O último confronto entre as duas equipes aconteceu em 26 de janeiro de 2011, em Santa Maria, com vitória colorada por 4 a 1. No Beira-Rio, porém, o reencontro mais recente entre as equipes remete a 15 de março de 2009, jogo que permanece como referência inevitável quando se fala no duelo desta quarta-feira. Naquela noite, o Alvirrubro perdeu por 1 a 0, mas saiu de campo com a sensação de ter competido no limite diante de um adversário muito superior no papel.
Goleiro do Inter-SM naquela partida, Goico guarda o jogo como um dos pontos altos da carreira. Para ele, atuar no Beira-Rio tinha um significado especial, independentemente do resultado.
– Era o ápice para qualquer atleta, independente do time que estava. Ter a oportunidade de jogar no Beira-Rio, pela história que o Inter tem, sendo um dos poucos times a nível nacional a ser campeão mundial. Poder enfrentar essa equipe e seus jogadores era uma motivação muito grande para nós, principalmente por estar representando uma equipe como o Inter de Santa Maria – relembrou o ex-goleiro.
Às vésperas de um novo encontro no Beira-Rio, Goico vê paralelos entre aquele contexto e o atual momento do clube.
– Eu desejo que o Inter-SM faça um grande jogo e que consiga sair dessa situação incômoda. Tenho certeza que o torcedor está fazendo a sua parte e os jogadores sabem da importância e da história que o Inter de Santa Maria tem. Tenho certeza que irão fazer um grande jogo – projetou.
"Perde, mas não faz feio"
Assim foi descrito o resultado do Inter-SM no Beira-Rio na edição impressa do Diário de Santa Maria. Naquela noite de março de 2009, o Inter-SM entrou em campo como azarão diante de um Inter que vivia grande fase no Gauchão. Treinado por Tite, o Colorado já havia conquistado a Taça Fernando Carvalho, o primeiro turno do campeonato, e caminhava para o título da Taça Fábio Koff, que selaria o clube como campeão gaúcho daquele ano.
Do lado alvirubro, o técnico Jorge Anadon surpreendeu na escalação e montou um esquema extremamente conservador, com três zagueiros, seis homens no meio-campo e apenas Warlley no ataque.
A estratégia funcionou por quase todo o primeiro tempo. O Inter-SM não apenas se defendeu, como criou a primeira grande chance da partida, quando Warlley aproveitou um vacilo da zaga colorada, invadiu a área e chutou cruzado, rente à trave do goleiro Lauro. O Inter de Porto Alegre teve mais posse, criou oportunidades, mas encontrou um adversário organizado e disposto a competir até o limite.
Quando o empate parecia encaminhado para o intervalo, veio o golpe. No último lance da primeira etapa, após troca de passes no ataque colorado, a bola sobrou para Taison, artilheiro do campeonato. O meia ajeitou e soltou uma bomba, sem chances para o goleiro Goico. O 1 a 0 caiu como castigo duro para um Inter-SM que havia feito um primeiro tempo quase perfeito dentro de sua proposta.
Na etapa final, o time de Santa Maria sentiu fisicamente. O Inter cresceu, criou várias chances e parou em defesas, na trave e até em salvadas em cima da linha. Mesmo assim, o placar não se alterou. A derrota mínima acabou sendo interpretada como sinal de força e competitividade, dando fôlego ao Inter-SM para a sequência daquela competição, que terminou na 11ª posição geral, entre os 16 times.
Cobertura
A partir das 16h desta quarta-feira, com o Grupo Diário, você acompanha tudo que acontece antes, durante e após a partida, na cobertura esportiva da Rádio CDN 93.5 FM e no YouTube do Diário de Santa Maria.
Confira aqui tudo o que você precisa saber antes da partida.